terça-feira, 30 de abril de 2013

O QUE PODEMOS CHAMAR DE INDISCIPLINA?


           No dia a dia da sala de aula, o professor depara com uma série de situações que muitas vezes foge do seu controle. Eu por exemplo trabalho com uma turma super agitada, escrevo uma frase no quadro, viro e vejo confusão, passo a manhã inteira nesse rítmo, apesar de não ser todos os dias, isso se torna frequente. Com mais de trinta anos de sala de aula, a cada ano recebo alunos com comportamentos diferentes.
 
         De acordo a revista  Nova Escola  " o comportamento inadequado do aluno não pode ser visto como uma causa da dificuldade de lecionar,  na  verdade, ele é resultado da falta de adequação no processo de ensino". Discordo com  a autora da revista, por que nem sempre a solução   está nessa falta de adequação, e sim, é preciso analisar vários fatores, principalmente o social.
 
         A escola possui em seu contexto educacional alunos oriundos de famílias que não possuem muito vínculo com o filho, a importância que se dá a educação é quase mínima, a atenção que se dá ao filho é quase nula. É do conhecimento daqueles que se interessam e lidam com a educação que não há melhor exemplo de educação do que a do lar.
 
         Em todos esses anos percebi que os alunos que tinham uma atenção especial dos pais possuiam um melhor aproveitamento nos estudos.
 
         Para a autora  do artigo sobre Indisciplina, Beatris Vichessi da resvista  Nova Escoala, a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regras: as morais, construidas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos, com não xingar e não bater. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos, como por exemplo, o uso de celular na sala e as conversas. Sobre as conversas, ela diz que nem sempre podem ser consideradas indisciplina, se ele se referir ao conteúdo estudado.
 
       Citando Ana Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, ela diz que a professora aborda que as crianças não enxergam a utilidade de um regimento ou dos famosos combinados que não se sustentam, as crianças não sentem a necessidade de respeitá-los e acabam até se voltando contra essas normas, e que a situação piora ainda mais se essas convenções se baseiam em permissões, proibições e castigos sem nenhum tipo de negociações. Para ela se isso funcionasse, as escolas estariam todas em paz         

sábado, 9 de junho de 2012

COMO SE RESOLVE A INDISCIPLINA?


 
As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. Pesquisas realizada em 2008 pela Organiação dos Estados Ibero-Americaos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.
Será?
Se a repreensaõ funcionasse,  a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil  lidar em sala de aula. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. "O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O  resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentimente, no comportamento da turma", acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp.

CONTINUA...

sexta-feira, 16 de março de 2012


O QUE  FAZER QUANDO O PROFESSOR PERCEBE QUE HÁ ALUNOS EM SITUAÇÃO DE RISCO

           A  revista Nova Escola do mês de março de 2012 traz uma grande reportagem onde aborda situações apresentadas pelo aluno que encontra-se em situação de risco ( páginas 78-81), desde faltas sem justificativas , dependência química, maus-tratos e até tráfico de drogas e porte de armas. Todas essas situações podem  ser levadas em conta na hora de avaliar o que está acontecendo com a criança.
           Muitas vezes a questão disciplinar dentro da sala de aula pode estar relacionada a um ou vários desses aspectos.  


quinta-feira, 8 de março de 2012

CONTEXTO SOCIAL DAS CRIANÇAS

           O contexto social exerce uma grande influência no comportamento das crianças durante os primeiros anos de educação escolar. Analisar de forma criteriosa o histórico familiar do educando é a primeira atitude a ser tomada pelo educador caso perceba que o aluno apresente atitudes que o prejudique durante o desenvovimento do ensino aprendizagem.
      Crianças que crescem em um ambente conflituoso, onde os pais possuem comportamentos desestruturados, com discurssões frequente entre o casal, vicios como ingestão de álool, drogas, gestos obscenos, palavrões, falta de interesse pela educação dos próprios filhos, país "analfabetos", enfim.
          Além do que foi citado no parágrafo anterior, é importante observar as amizades das crianças, dando também uma atenção especial aos pais dos alunos.

terça-feira, 6 de março de 2012

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL



Há 30 anos atuando na área de educação percebo que maior parte dos alunos que são inquietos, agitados ou apresentam comportamentos, que "atrapalha" a aula, ou tira a concentração dos colegas, possuem um bom rendimento escolar. Já observei alunos que procuram escrever e responder a atividade o mais rápido possível para ter mais tempo de brincar na sala antes do início de outra atividade. É INACREDITÁVEL.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

INÍCIO  DO ANO LETIVO

                  O início do ano letivo é de grande expectativa.O professor que leciona na mesma escola há algum tempo, já conhece a clientela, e enquanto trabalha, sente a angústia de ter alunos "rqebeldes", e imaginando que os alunos de seus colegas de trabalho não devem dar tanto trabalho como os seus, mas se ele ocupa um espaço de uma sala perto da direção por exemplo, não deixa de presenciar o "desfile" de crianças que se se dirigem diariamente junto ao seu professor, para, através de um  diálogo encontrem uma saída para aquela criança inquieta,  que provoca brigas e confusões o tempo todo, enquato sua turma apenas faz muito barulho e não conseguem aprender.
                No início do ano letivo, ao receber sua lista de alunos, todos os professores as lê minuciosamente, procurando aquele aluno, ou alunos que "deu  ou deram muito trabalho", e para tristeza de alguns lá estavam eles. O que fazer? Absolutamente nada, simplesmente encontrar atividades pedagógicas para que estes tenham mais prazer em estudar.