No dia a dia da sala de aula, o professor depara com uma série de situações que muitas vezes foge do seu controle. Eu por exemplo trabalho com uma turma super agitada, escrevo uma frase no quadro, viro e vejo confusão, passo a manhã inteira nesse rítmo, apesar de não ser todos os dias, isso se torna frequente. Com mais de trinta anos de sala de aula, a cada ano recebo alunos com comportamentos diferentes.
De acordo a revista Nova Escola " o comportamento inadequado do aluno não pode ser visto como uma causa da dificuldade de lecionar, na verdade, ele é resultado da falta de adequação no processo de ensino". Discordo com a autora da revista, por que nem sempre a solução está nessa falta de adequação, e sim, é preciso analisar vários fatores, principalmente o social.
A escola possui em seu contexto educacional alunos oriundos de famílias que não possuem muito vínculo com o filho, a importância que se dá a educação é quase mínima, a atenção que se dá ao filho é quase nula. É do conhecimento daqueles que se interessam e lidam com a educação que não há melhor exemplo de educação do que a do lar.
Em todos esses anos percebi que os alunos que tinham uma atenção especial dos pais possuiam um melhor aproveitamento nos estudos.
Para a autora do artigo sobre Indisciplina, Beatris Vichessi da resvista Nova Escoala, a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regras: as morais, construidas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos, com não xingar e não bater. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos, como por exemplo, o uso de celular na sala e as conversas. Sobre as conversas, ela diz que nem sempre podem ser consideradas indisciplina, se ele se referir ao conteúdo estudado.
Citando Ana Aragão, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, ela diz que a professora aborda que as crianças não enxergam a utilidade de um regimento ou dos famosos combinados que não se sustentam, as crianças não sentem a necessidade de respeitá-los e acabam até se voltando contra essas normas, e que a situação piora ainda mais se essas convenções se baseiam em permissões, proibições e castigos sem nenhum tipo de negociações. Para ela se isso funcionasse, as escolas estariam todas em paz
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